
Flávio segue sem agregar forças e dificuldades só aumentam por todos os lados (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)
Do Canal Meio e outras fontes para o BCS
Um dia após ter ouvido a recusa da senadora Tereza Cristina (PP) a ser sua vice, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi informado oficialmente de que Progressistas e União Brasil não irão formalizar um acordo em torno de sua campanha. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, foi quem deu a notícia pessoalmente a Flávio. PP e União formam uma federação, e um partido não pode se coligar com Flávio sem que o outro faça o mesmo. Ciro afirmou ao senador que a avaliação das duas siglas foi de que a neutralidade dará maior liberdade para que seus diretórios estaduais firmem alianças conforme a realidade local.
Após o revés com PP e União Brasil, Flávio concentra esforços para buscar o apoio do Republicanos, o único partido com alguma relevância que poderia ajudá-lo a ampliar seu tempo de TV. A negociação, porém, também enfrenta dificuldades. O partido reclama da falta de reciprocidade do PL nas disputas estaduais. (g1)
Em um gesto que demonstra o crescente isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou nas redes sociais um convite para a convenção estadual do partido em São Paulo que vincula o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Tarcísio confirmou presença na convenção do PSD, marcada para domingo, na capital paulista. A intenção do governador era participar apenas da convenção partidária, evitando aparecer ao lado do presidenciável do PSD. (Globo)
A três dias da convenção que irá oficializá-lo como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro ganhou mais uma crise para chamar de sua. O escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais que somam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada e utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master. As notas, de R$ 500 mil cada, foram emitidas em 7 de abril de 2025 pelo escritório, do qual Flávio é o único sócio. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa, ligada à Copenhagen. As duas primeiras notas foram posteriormente canceladas. (Metrópoles)
Enquanto isso, a nova crise familiar envolvendo sua madrasta, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), e seu irmão mais novo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), parece não dar sinais de arrefecimento. Dessa vez quem entrou na briga foi o irmão de Michelle, Eduardo Torres. Em publicações nas redes sociais, Torres ironizou as declarações feitas por Eduardo classificando Michelle como “imatura”, sem citar o parlamentar nominalmente. (UOL)
Problemas no STF também
E não pegou nada bem no Supremo a investida de Flávio Bolsonaro contra as urnas. Ministros do STF criticaram as declarações do senador e classificaram como “graves” e “absurdas” as suspeitas levantadas pelo parlamentar de que o sistema brasileiro teria a mesma origem das urnas utilizadas na Venezuela. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável e disse que recorrer a relatórios produzidos por outros países para colocar em dúvida as urnas representa uma interferência indevida no processo eleitoral. (g1)
Ato contínuo, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que ele não colocou em dúvida a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro. O comunicado foi publicado após repercussão de declarações feitas por Flávio durante encontro com embaixadores estrangeiros, em que associou as urnas brasileiras às utilizadas na Venezuela. (CNN Brasil)
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